Milhões de eleitores 'apagados' na Índia: Acusações de manipulação antes das eleições

Destaques
- •Mais de 9 milhões de eleitores foram removidos do cadastro na Índia.
- •Oposição acusa a Comissão Eleitoral de manipulação para beneficiar o partido governista BJP.
- •A maioria dos eleitores removidos pertence a minorias e comunidades desfavorecidas.
A Índia está em polvorosa com a remoção de mais de 9 milhões de eleitores do cadastro em Bengala Ocidental, dias antes das eleições estaduais. O número representa uma queda de 12% no eleitorado total do estado.
O problema é que a maioria dos excluídos pertence a minorias muçulmanas e comunidades socialmente desfavorecidas, justamente os grupos que historicamente não apoiam o partido ultradireitista Bharatiya Janata Party (BJP).
A oposição, incluindo o partido governista local Trinamool Congress (TMC) e partidos de esquerda, acusa a Comissão Eleitoral da Índia (ECI) de manipulação eleitoral para favorecer o BJP, que lidera o governo central.
A alegação é que o processo de revisão da lista de eleitores (SIR) foi fraudulento e seletivo, exigindo documentação que muitos desses eleitores, por serem pobres ou migrantes, não conseguem apresentar.
A Suprema Corte da Índia já recusou suspender o processo, e o partido governista TMC teme que o BJP ganhe assentos cruciais nesses distritos devido à exclusão de eleitores.
O temor é que a ECI esteja implementando o controverso Registro Nacional de Cidadania (NRC) sob o disfarce da revisão, uma manobra que já gerou protestos massivos em 2019.




