Milei quer turbinar ferrovias argentinas, mas leilão divide gigantes e levanta dúvidas

Destaques
- •Javier Milei busca capital privado para revitalizar a rede ferroviária de carga da Argentina.
- •O modelo de leilão proposto pelo governo argentino está sendo criticado por especialistas e pode afastar grandes investidores como o Grupo México.
- •O risco é que, sem investimento robusto, a modernização da rede e o crescimento econômico fiquem comprometidos.
A Argentina, sob o comando de Javier Milei, está em busca de bilhões em capital privado para dar um gás nas suas deterioradas ferrovias de carga. O plano é transformá-las em uma rota chave para escoar grãos e minerais.
O problema é que privatizar essa rede estatal não é tarefa fácil e o modelo escolhido por Milei para o leilão já está gerando polêmica. Especialistas criticam a divisão da empresa em nove leilões separados, o que pode afastar gigantes do setor, como o Grupo México, que conta com apoio de Donald Trump.
A grande questão é: será que o leilão vai atrair o investimento necessário para modernizar a rede e impulsionar a economia?
A aposta de Milei é no modelo de “Open Access”, onde vários operadores usam a mesma infraestrutura. Críticos, no entanto, temem que isso reduza a rentabilidade e aumente a complexidade. O Grupo México, por exemplo, prefere operar corredores completos e já sinalizou que, se o modelo não mudar, não participará. Uma decisão que pode custar caro para a recuperação econômica argentina. 📉




