Milei cria inimigo externo e ignora fiasco na Copa: a Argentina 'anti-global' de sempre?

Destaques
- •Javier Milei usa narrativa de 'onda anti-Argentina' para desviar foco de problemas sociais.
- •Especialistas rebatem teoria de complô global, apontando para autossabotagem e preconceito histórico.
- •Rivalidade Brasil-Argentina é analisada sob a ótica de identidades nacionais construídas na rivalidade.
O presidente argentino Javier Milei insiste na tese de uma 'onda anti-Argentina', comparando sua retórica ao 'make America great again' de Trump. Ele alega uma ofensiva global para conter o desenvolvimento do país, mas especialistas descartam a ideia.
A narrativa, segundo economistas e sociólogos, serve para mascarar os resultados sociais negativos do governo e capitalizar o ressentimento. O episódio da Copa do Mundo, onde jogadores argentinos tiveram atitudes controversas após a final, é citado como um momento chave que prejudicou a imagem do país.
A raiz dessa percepção de superioridade e rivalidade, especialmente com o Brasil, remonta ao início do século 20, quando a Argentina ostentava um crescimento econômico expressivo e se via como um 'enclave europeu' na América do Sul. Essa identidade internacional, construída na rivalidade com o Brasil, ainda molda a relação entre os países.


