Meta joga pra plateia: Ações contra golpistas são cortina de fumaça?

Destaques
- •Meta anuncia ações contra golpistas em suas plataformas, mas é criticada por focar em casos pontuais.
- •Empresa lucra bilhões com anúncios fraudulentos e é acusada de ser cúmplice em vez de vítima.
- •Ação de Drauzio Varella contra a Meta acende alerta e pode impulsionar mais processos contra a big tech.
A Meta, dona do Instagram e Facebook, anunciou uma série de ações contra golpistas que utilizam suas plataformas. O movimento surge em meio a críticas sobre a permissividade da empresa com fraudes e um faturamento estimado em US$ 16 bilhões (R$ 83 bilhões) em 2024 proveniente de anúncios falsos.
A estratégia, no entanto, é vista por muitos como uma jogada de marketing para melhorar a imagem da empresa, que enfrenta pressões regulatórias. Foram movidas ações contra apenas seis pessoas físicas e jurídicas no Brasil, associadas a duas operações fraudulentas, o que especialistas consideram uma resposta mínima diante do volume de crimes.
A ação movida pelo médico Drauzio Varella contra a Meta, que envolve o uso indevido de sua imagem com IA, acendeu um alerta e pode encorajar outras celebridades e vítimas a buscarem a justiça, aumentando o risco jurídico e reputacional da big tech.




