Meta é acusada de montar 'exército' de influenciadores para barrar leis de idade mínima em redes sociais

Destaques
- •Relatório do Tech Transparency Project (TTP) acusa Meta de estratégia global coordenada.
- •Empresa usaria influenciadores e ONGs para defender ferramentas de segurança em vez de proibições.
- •Tática mira países como Brasil, Austrália e Reino Unido, onde leis restritivas estão em discussão ou em vigor.
Parece que a Meta entrou numa fria! Um relatório do Tech Transparency Project (TTP) jogou um balde de água fria na gigante das redes sociais, acusando-a de orquestrar uma campanha global para minar leis que restringem o acesso de menores de 16 anos às plataformas.
A estratégia seria recrutar um verdadeiro “exército” de influenciadores de peso, cobrindo desde lifestyle até saúde mental, para promover as ferramentas de segurança da própria Meta. O objetivo? Mostrar que elas são mais eficazes do que proibições governamentais, especialmente em países como Austrália, Brasil, Índia e Reino Unido.
E não para por aí: a Meta também estaria financiando organizações que, segundo o TTP, divulgariam argumentos alinhados à empresa sem sempre deixar claro o patrocínio.
A empresa se defende, claro, dizendo que suas parcerias são transparentes e que as organizações mantêm independência. A Meta aposta em proteções integradas e no empoderamento dos pais, argumentando que proibições generalizadas podem empurrar jovens para cantos mais perigosos da internet.
Mas o debate fica mais acirrado quando testes independentes mostram que as próprias ferramentas de segurança da Meta, como as Contas de Adolescente, podem falhar em bloquear conteúdos nocivos. O relatório aponta que a Meta recorre a terceiros para contornar a crise de confiança gerada por denúncias sobre o impacto das plataformas na saúde mental dos jovens. 📉

