Médicos do Paraguai em greve: falta de insumos e salários defasados há 14 anos
Destaques
- •Greve geral de médicos no Paraguai completa quatro dias.
- •A categoria exige reajuste salarial após 14 anos e melhores condições de trabalho.
- •Propostas do governo foram consideradas insuficientes, com possibilidade de paralisação indefinida.
O Sindicato Nacional dos Médicos (Sinamed) do Paraguai está em greve geral há quatro dias consecutivos, afetando todas as unidades de saúde e hospitais públicos. A paralisação, que mantém apenas os serviços de emergência funcionando, já conta com o apoio da enfermagem e de organizações de pacientes.
A principal reivindicação é a restauração do poder de compra e um reajuste salarial que não ocorre há 14 anos, desde 2012. Além disso, os médicos denunciam a grave falta de insumos básicos e medicamentos essenciais.
As propostas apresentadas pela Ministra da Saúde, María Teresa Barán, e pela Ministra da Economia foram consideradas insuficientes, pois não garantem dotações orçamentárias imediatas. O sindicato chegou a sugerir cortes no seguro saúde privado de altos funcionários ou redução de gastos com terceirizados, mas sem sucesso.
Diante da falta de respostas concretas do governo do presidente Santiago Peña, a paralisação pode se estender indefinidamente. O sindicato planeja dar visibilidade à crise transferindo manifestações para o departamento de Itapúa, coincidindo com o Campeonato Mundial de Rali de 2026, para expor a situação às autoridades.


