Masturbação e Testosterona: Mitos Desvendados pelo Urologista

Destaques
- •Estudo chinês de 2003, base de um mito popular, foi retratado pela revista científica.
- •Níveis de testosterona não são impactados significativamente pela frequência da masturbação a longo prazo.
- •Reposição de testosterona sem indicação médica pode causar infertilidade e doenças cardiovasculares.
Esqueça tudo que você ouviu sobre masturbação e testosterona despencar! Um mito popular, baseado num estudo chinês de 2003 que jurava que parar de se masturbar aumentava a testosterona em mais de 145%, foi oficialmente descredibilizado pela revista que o publicou.
O médico urologista Pedro Bastos explica que, na real, não há evidência científica de que a frequência da masturbação ou atividade sexual altere os níveis de testosterona a longo prazo. Um pico agudo pode rolar no orgasmo, mas o corpo logo volta ao normal.
A crença, segundo ele, vem de questões culturais antigas. O perigo real está na reposição indiscriminada de testosterona, que pode levar a infertilidade e doenças cardiovasculares, especialmente quando buscada por fins estéticos sem avaliação médica.
A masturbação só vira problema quando se torna compulsiva e atrapalha a vida. Em casos de hipogonadismo, condição que realmente causa baixos níveis de testosterona, o tratamento é individualizado e com acompanhamento profissional.



