Marino, do Vasco, fala sobre "suco de raiva" e decisão contra o Palmeiras

Destaques
- •Atacante colombiano Marino descreve espírito de superação do Vasco após virada contra o Corinthians.
- •Vasco enfrenta o Palmeiras neste domingo em busca de vaga na final da Copa do Brasil, precisando reverter placar de 1 a 0.
- •Marino relembra sua passagem pela base do Palmeiras e as dificuldades de sua infância em Cali.
O atacante colombiano Marino, do Vasco, descreveu o espírito de superação do elenco após a vitória por 3 a 2 sobre o Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro, como "beber suco de raiva". A partida marcou a melhor atuação do jogador pelo clube carioca, com dois gols decisivos. O sentimento de redenção, segundo Marino, permanece para o confronto deste domingo contra o Palmeiras, pela semifinal da Copa do Brasil.
O Vasco busca reverter a derrota por 1 a 0 sofrida no jogo de ida, no Allianz Parque. A partida de volta acontece às 17h (de Brasília) em São Januário. "Não sei se vamos beber o suco de raiva ou suco de qualquer coisa, mas a gente tem que beber alguma coisa. E com certeza a gente vai beber para virar esse jogo. A gente precisa para disputar uma final que seria muito importante para nós e para nossa torcida", afirmou Marino em entrevista ao Globo Esporte.
São Januário como "segunda casa"
Marino destacou a importância de São Januário para o time, onde se sente confortável e tem conseguido bons resultados, impulsionado pela torcida que o apelidou de "time da virada". "A gente virou a chave, estamos focados no domingo", completou o atacante.
O jogador colombiano, que se chama Marino Hinestroza, mas prefere ser chamado apenas de Marino em homenagem ao pai, relembrou sua passagem pela base do Palmeiras. Descoberto em um torneio no Rio Grande do Sul, foi contratado pelo clube paulista em 2020. Embora não tenha chegado a atuar profissionalmente pelo Palmeiras, foi relacionado por Abel Ferreira em algumas partidas.
Passagem pelo Palmeiras e infância difícil
"A passagem pelo Palmeiras foi a melhor etapa da minha vida como homem, porque cheguei nesse país muito jovem, com 17 anos. Uma cultura diferente, idioma diferente, isso me fez amadurecer muito rápido como homem e jogador", revelou Marino, que mencionou ter aprendido muito com jogadores como Deyverson e Felipe Melo.
A infância de Marino foi marcada por dificuldades em Cali, Colômbia. Cresceu às margens do Rio Cali, em um bairro violento, e foi descoberto por um agente de trânsito, Leonardo Molina, a quem chama de "segundo pai". Molina o ajudou com chuteiras e uniformes, incentivando-o a seguir no futebol para ajudar a família.
"É o cara que eu chamo de segundo pai. Estou sempre conversando com ele. É uma pessoa muito importante para mim. Ele continua trabalhando no trânsito. Sempre vou agradecer a ele, saber que foi ele quem me descobriu, quem me ensinou os primeiros passos no futebol", disse Marino.
Virada de chave no Vasco
Após ser contratado pelo Vasco no início de 2026 por R$ 30 milhões, Marino enfrentou dificuldades para conquistar espaço. Chegou a receber sondagens para sair por empréstimo, mas decidiu permanecer no elenco. Sob o comando do técnico português Pedro Emanuel, o colombiano acumulou boas atuações saindo do banco e ganhou mais espaço, culminando na partida contra o Corinthians.
O confronto contra o Palmeiras é visto como uma nova oportunidade para Marino consolidar sua boa fase e assumir protagonismo definitivo no Vasco.



