Maria Galindo: A voz anárquica que desafia o feminismo liberal

Destaques
- •Maria Galindo, ativista boliviana, critica o feminismo liberal e a luta por direitos individuais.
- •Defende a construção de sujeitos coletivos e a descolonização dos corpos e da mente.
- •Sua abordagem questiona o empoderamento financeiro e o discurso de inclusão que considera esgotados.
A ativista boliviana Maria Galindo, conhecida por sua estética provocadora e por fundar o coletivo Mujeres Creando, lança um olhar crítico sobre o feminismo contemporâneo.
Galindo argumenta que a luta por direitos individuais, como a inclusão e o empoderamento, está esgotada e se tornou um discurso liberal que não questiona as estruturas de poder.
Ela propõe um feminismo com horizontes de mudança estrutural, focado na construção de sujeitos coletivos e na descolonização, resgatando a importância da leitura do contexto local e da experiência vivida.
A ativista critica, por exemplo, o microcrédito promovido por ONGs, que segundo ela, leva ao endividamento das mulheres e serve como um amortecedor para o modelo neoliberal.
Galindo também questiona movimentos como o #MeToo, defendendo que a resposta à violência machista deve vir da insubordinação e não do discurso de vítima. Sua obra busca resgatar a sensualidade e os corpos como forma de resistência contra o patriarcado e o colonialismo.




