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Maria Galindo: A voz anárquica que desafia o feminismo liberal

13 de setembro de 2026
Maria Galindo: A voz anárquica que desafia o feminismo liberal

Destaques

  • Maria Galindo, ativista boliviana, critica o feminismo liberal e a luta por direitos individuais.
  • Defende a construção de sujeitos coletivos e a descolonização dos corpos e da mente.
  • Sua abordagem questiona o empoderamento financeiro e o discurso de inclusão que considera esgotados.

A ativista boliviana Maria Galindo, conhecida por sua estética provocadora e por fundar o coletivo Mujeres Creando, lança um olhar crítico sobre o feminismo contemporâneo.

Galindo argumenta que a luta por direitos individuais, como a inclusão e o empoderamento, está esgotada e se tornou um discurso liberal que não questiona as estruturas de poder.

Ela propõe um feminismo com horizontes de mudança estrutural, focado na construção de sujeitos coletivos e na descolonização, resgatando a importância da leitura do contexto local e da experiência vivida.

A ativista critica, por exemplo, o microcrédito promovido por ONGs, que segundo ela, leva ao endividamento das mulheres e serve como um amortecedor para o modelo neoliberal.

Galindo também questiona movimentos como o #MeToo, defendendo que a resposta à violência machista deve vir da insubordinação e não do discurso de vítima. Sua obra busca resgatar a sensualidade e os corpos como forma de resistência contra o patriarcado e o colonialismo.

Fontes

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