Maratona de Nova York celebra 50 anos com inclusão e recordes

Destaques
- •A Maratona de Nova York celebra 50 anos de percurso pelos cinco distritos da cidade, com a participação de cerca de 60 mil corredores e 2 milhões de espectadores.
- •A ONG Achilles International, que apoia atletas com deficiência, terá 200 participantes e 250 voluntários, destacando a inclusão e superação.
- •O evento bateu recorde em 2025 com 59.226 concluintes e registrou aumento de 20% nas candidaturas para 2026, com mais de 240 mil inscritos.
A TCS New York City Marathon, um dos eventos esportivos mais icônicos do mundo, celebra neste domingo, 1º de novembro, 50 anos de seu percurso pelos cinco distritos de Nova York. A prova, que atrai cerca de 60 mil corredores e 2 milhões de torcedores às ruas, é marcada pela celebração da superação e inclusão, especialmente através da participação de atletas da Achilles International.
Fundada em 1983, a Achilles International oferece apoio, treinamento e suporte psicológico a pessoas com deficiência, proporcionando a elas a oportunidade de competir em maratonas. Nesta edição, a ONG levará aproximadamente 250 voluntários para assessorar 200 atletas, incluindo cadeirantes, pessoas com deficiência visual ou auditiva e usuários de próteses. Estes atletas compartilham o mesmo percurso dos demais, com largadas específicas para cadeirantes e acompanhamento de guias para corredores com deficiência visual e auditiva.
Inclusão e Superação na Pista
Integrantes da Achilles International, vestidos com camisetas amarelo-limão, emocionam o público ao superar os desafios da maratona. Para muitos, a prova representa a conquista de um objetivo pessoal e a demonstração de que a deficiência não é um impedimento para a prática esportiva de alto rendimento.
Um exemplo é Fábio Faborges, de 46 anos, de São Paulo, que competirá na categoria handcycle. Ele já obteve um terceiro lugar em 2017, completando a prova em 1 hora e 29 minutos. A organização oferece suporte logístico, alimentação e assistência médica gratuita para participantes de fora de Nova York, com exceção da hospedagem.
A Trajetória da Achilles no Brasil
A Achilles International possui 33 núcleos nos Estados Unidos e 34 em outros 17 países. No Brasil, a organização é coordenada por Edson Santi, atleta de handcycle. Santi, que contraiu poliomielite na infância, encontrou no handcycle uma nova forma de mobilidade e esporte após sugestão médica.
Desde que começou a praticar handcycle em 2010, Edson participou de diversas maratonas internacionais e nacionais. Ele se envolveu com a Achilles Brasil, que hoje conta com cerca de 600 membros ativos, sendo 80% de baixa renda. Os guias e o conselho da entidade são 100% voluntários.
A Achilles Brasil atende principalmente pessoas com deficiência visual, mas também inclui deficientes auditivos, cadeirantes e pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A organização conta com patrocinadores como a Track & Field, que garante isenção de inscrições e outras despesas, além do apoio de empresas e pessoas físicas para custear nutricionistas, alimentação e massoterapeutas, muitos deles também integrantes da Achilles.
Legado e Próximos Passos
A Achilles International foi fundada por Richard “Dick” Traum, que em 1976 se tornou a primeira pessoa amputada a completar a Maratona de Nova York usando uma prótese. Traum dedicou 36 anos de sua vida à organização, transformando-a em uma rede internacional de apoio a atletas com deficiência.
A edição deste ano marca os 50 anos do percurso da maratona pelos cinco distritos de Nova York, inaugurado em 1976. Em 2025, o evento bateu o recorde mundial de concluintes, com 59.226 corredores. Para 2026, mais de 240 mil pessoas de 160 países se candidataram ao sorteio de vagas, um aumento de quase 20% em relação ao ano anterior, demonstrando o crescimento contínuo e a relevância global da prova.
Matérias originais
- Muito além dos 42 quilômetros da Maratona de Nova York · neofeed.com.br



