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Magnificent 7: Múltiplos de ações de tecnologia despencam para patamares de Coca-Cola

26 de fevereiro de 2026
Magnificent 7: Múltiplos de ações de tecnologia despencam para patamares de Coca-Cola

Destaques

  • As ações das 'Magnificent 7' (Apple, Microsoft, Alphabet, Meta, Amazon, Nvidia e Tesla) estão com múltiplos de preço/lucro (P/E) próximos aos de empresas de consumo básico.
  • O P/E médio das 'Mag 7', excluindo Tesla, agora se iguala ao das 'staples' (empresas de consumo básico), sugerindo um possível descompasso nos múltiplos.
  • Contração dos múltiplos das techs é atribuída a altos investimentos em infraestrutura de IA e ao forte crescimento dos lucros, que naturalmente reduzem o P/E se o prêmio pago pelos investidores não acompanhar.

A era de ouro dos múltiplos estratosféricos para as gigantes de tecnologia, as chamadas 'Magnificent 7', parece estar chegando ao fim. O prêmio que o mercado pagava por essas empresas, impulsionado pelo crescimento, agora se dilui.

Isso porque o múltiplo médio de preço/lucro (P/E) dessas big techs, tirando a Tesla, já está batendo na sola das empresas de consumo básico, as famosas 'staples' – pense em Coca-Cola ou Kraft Heinz. E o detalhe: as 'staples' são vistas como setores maduros, com crescimento limitado.

A comparação fica ainda mais chocante quando olhamos para o pico de 2020: as 'Mag 7' negociavam a 37x o lucro, enquanto as 'staples' estavam a 15x. Agora, a diferença é mínima.

O que explica essa virada?

Dois fatores principais: o primeiro é o pesado investimento em infraestrutura de Inteligência Artificial (IA), como data centers e chips, que pressiona os resultados de curto prazo. O segundo é o próprio crescimento de lucros dessas empresas, que, ao aumentar o denominador do P/E, naturalmente o reduz, a menos que o mercado continue a pagar um prêmio cada vez maior.

No entanto, alguns analistas alertam que olhar apenas o P/E pode ser uma análise superficial, especialmente porque os lucros de 2021 eram bem menores. Mesmo assim, as projeções de fluxo de caixa livre para as gigantes da computação (as hyperscalers) também mostram queda. A ironia é que o CEO da Nvidia, Jensen Huang, declarou recentemente que "na IA, computação é receita", mas a relação direta com o fluxo de caixa ainda é um ponto de interrogação. 📉

Fontes

https://braziljournal.com/feed/

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