Magalu sacrifica vendas para focar em lucro e vê concorrentes dispararem

Destaques
- •Magazine Luiza registra queda de 11% nas vendas online no 1º trimestre, priorizando rentabilidade.
- •Mercado Livre expande vendas agressivamente, reduzindo limite para frete grátis e investindo em crescimento.
- •Analistas do BTG Pactual preveem persistência da pressão sobre o Magalu devido à concorrência e juros altos.
O e-commerce brasileiro está pegando fogo, com Mercado Livre, Amazon, chinesas como Shopee e Temu, e gigantes locais como Magazine Luiza e Casas Bahia disputando cada centavo do consumidor.
Nesse ringue, o Magalu, sob a liderança da família Trajano, decidiu mudar a tática: o foco agora é rentabilidade, mesmo que isso signifique sacrificar volume de vendas.
A estratégia já mostra efeitos: no primeiro trimestre, o Magalu viu suas vendas online encolherem em R$ 1,236 bilhão (uma queda de 11%), saindo de R$ 11,193 bilhões para R$ 9,957 bilhões. Essa redução afetou tanto as vendas de produtos de terceiros (3P) quanto do próprio estoque (1P).
O time do Magalu justificou a performance no trimestre como um reflexo do foco primordial na preservação das margens operacionais, mesmo com a queda nas vendas totais (GMV) em cerca de R$ 900 milhões.
Mas enquanto o Magalu aposta na cautela, o Mercado Livre segue na ofensiva, expandindo vendas a cada trimestre e investindo pesado em crescimento. A decisão de reduzir o limite mínimo para frete grátis no Brasil parece ter sido um acerto e impulsionou o GMV em 38% no país.
A aposta do Magalu em parcerias com marcas e o uso de IA para vendas digitais pode ser um caminho, mas a questão é: quanto tempo levará para que essas frentes tragam o crescimento de volta, sem cair na guerra de preços contra rivais mais capitalizados?
A pressão sobre o Magalu deve continuar, com analistas do BTG Pactual apontando para demanda fraca em categorias cíclicas, concorrência crescente no e-commerce e juros elevados como fatores limitantes.
Na bolsa, o Magalu já sentiu o baque, com suas ações recuando 9,95% nesta sexta e seu valor de mercado caindo para R$ 5,6 bilhões, bem distante do pico de R$ 170 bilhões em 2020.
Enquanto isso, o Mercado Livre, apesar de também ter visto suas ações caírem 12,70% na Nasdaq, mantém um market cap de US$ 83 bilhões. A batalha pelo consumidor brasileiro segue acirrada! 💰




