Máfia dos Celulares: Meio Bilhão em Jogo e a Arte de 'Esquentar' Aparelhos Roubados

Destaques
- •Esquema criminoso movimentou R$ 480 milhões na venda de celulares roubados.
- •Técnicos especializados ('icloudeiros') adulteravam o IMEI e criavam notas fiscais falsas.
- •Nova regra em SP exige IMEI na nota fiscal para dificultar fraudes.
Uma operação em São Paulo desvendou a Máfia dos Celulares, um esquema que movimentou quase R$ 480 milhões, segundo o Ministério Público. A quadrilha se especializou em dar uma nova identidade a aparelhos roubados.
A chave do esquema estava na adulteração do IMEI (o CPF do celular) e na criação de notas fiscais fraudulentas. Profissionais apelidados de 'icloudeiros' eram responsáveis pelas alterações técnicas mais sofisticadas, trocando o número de identificação por um de aparelho inativo.
Para driblar a fiscalização, a quadrilha emitia documentos falsos que davam uma aparência de legalidade aos celulares roubados, inserindo-os de volta no mercado.
A consequência direta? Aumento da receptação e dificuldade em rastrear aparelhos roubados. Para combater isso, o governo de São Paulo passou a exigir o IMEI na nota fiscal eletrônica de celulares, buscando maior rastreabilidade e dificultando o 'esquenta' de produtos ilegais.
É o crime tentando se adaptar, mas o Estado também se movimenta para fechar as brechas. Um jogo de gato e rato que movimenta cifras bilionárias. 💰


