Leucemia em crianças: Sobreviventes precisam de 'reset' vacinal, aponta estudo brasileiro

Destaques
- •Quimioterapia compromete o sistema imunológico de crianças e adolescentes curados de leucemia linfoide aguda (LLA).
- •Pesquisa brasileira aponta que a memória imunológica pode levar até cinco anos para se reconstruir após o tratamento.
- •Revacinação é crucial, mas ainda recebe pouca atenção em serviços de oncologia pediátrica.
Crianças e adolescentes que venceram a leucemia linfoide aguda (LLA) no Brasil precisam passar por um novo ciclo completo de vacinação. A notícia vem de uma revisão sistemática publicada na revista científica Vaccines, que reuniu evidências de 24 estudos.
A razão é que a quimioterapia, essencial para combater a LLA, afeta diretamente o sistema de defesa do corpo, comprometendo a memória imunológica. Isso significa que o organismo pode levar até cinco anos para reconstruir suas células de defesa, deixando os jovens vulneráveis a doenças que antes estavam protegidos.
Apesar da ciência mostrar a necessidade, a revacinação ainda recebe pouca atenção nos serviços de oncologia pediátrica. Muitas crianças não são encaminhadas para o processo no momento ideal, ficando desprotegidas.
A recomendação é que o planejamento vacinal seja iniciado assim que a quimioterapia terminar, com encaminhamento ao Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), e uma revacinação ampla para garantir a proteção antes do retorno à escola. Um passo fundamental para que esses jovens, após vencerem o câncer, recuperem totalmente sua proteção imunológica. 🛡️



