Lego aposta em 'peças inteligentes' para rejuvenescer o brinquedo e brigar com o digital

Destaques
- •Lego lança Smart Play, tecnologia que adiciona sons e luzes interativas aos blocos de montar.
- •A inovação visa competir com plataformas digitais e engajar crianças em experiências mais sociais e dinâmicas.
- •Críticos alertam que a tecnologia pode diminuir o espaço para a criatividade infantil, enquanto pais avaliam o custo-benefício.
A Lego está apostando alto em uma nova geração de brinquedos com o lançamento do Smart Play, que promete trazer mais interatividade aos clássicos blocos de montar. A novidade, que estreou em março, utiliza peças inteligentes com microprocessadores e tecnologia NFC para criar efeitos sonoros e visuais em resposta às ações das crianças.
Essa é a mudança mais radical no sistema de brincar da empresa desde 1978, quando os minifigures foram introduzidos. A ideia é que essas peças interativas, que custam entre US$ 70 e US$ 160 nos conjuntos de Star Wars, e que já estão chegando em linhas como Pokémon, ajudem a Lego a disputar a atenção das crianças com plataformas digitais como YouTube e Roblox.
No entanto, a aposta não vem sem controvérsias. Especialistas alertam que a tecnologia pode, na verdade, reduzir a criatividade infantil, uma vez que as peças já oferecem muitas respostas prontas. Por outro lado, a Lego defende que a inovação busca justamente dar às crianças a sensação de protagonismo e surpresa, permitindo que elas criem histórias novas a cada brincadeira.
A iniciativa surge após um período de dificuldades para a empresa, que viu suas vendas caírem em 2018. A busca por inovação é, portanto, uma estratégia para estabilizar o negócio e garantir sua relevância no mercado infantil.



