Kimi Antonelli, campeão mundial de F1, compartilha lições de maturidade

Destaques
- •O jovem piloto italiano Andrea Kimi Antonelli, campeão mundial em sua segunda temporada na Fórmula 1, compartilhou reflexões sobre sua carreira.
- •Antonelli destacou a importância do foco no processo em vez de apenas nos resultados, a utilidade de rituais para manter a concentração e o valor do 'amor duro' na formação profissional.
- •As lições foram compartilhadas em um evento promovido pelo Nubank, onde o piloto conversou com a cofundadora Cristina Junqueira.
O italiano Andrea Kimi Antonelli, com apenas 20 anos e campeão mundial em sua segunda temporada na Fórmula 1, demonstrou notável maturidade ao compartilhar valiosos ensinamentos sobre sua carreira e vida profissional. Em um encontro promovido pelo Nubank no Palácio Tangará, em São Paulo, o piloto conversou com Cristina Junqueira, cofundadora do banco e chefe da operação nos Estados Unidos, revelando insights que transcendem o esporte a motor.
Antonelli apresentou três pilares de sua filosofia: o foco no processo, a importância de rituais para a concentração e a necessidade de um amor mais exigente, o 'tough love'. Essas reflexões oferecem uma perspectiva sobre como alcançar a excelência em qualquer atividade, indo além da simples busca por resultados imediatos.
Foco no processo, não apenas no resultado
Uma das principais mudanças de mentalidade de Kimi Antonelli entre seu primeiro e segundo ano na Fórmula 1 foi a transição do foco em resultados para o foco no processo. Ele explicou que, inicialmente, sua atenção estava voltada para os objetivos a serem alcançados. No entanto, essa perspectiva mudou, e ele passou a valorizar a execução e a atividade em si.
Essa mudança de abordagem, segundo o piloto, é onde reside a excelência. Embora sonhar e planejar sejam importantes, a maestria se encontra na maneira como a atividade é realizada no dia a dia. Essa filosofia pode ser aplicada a qualquer área profissional, incentivando uma dedicação maior à jornada e às tarefas cotidianas.
Rituais e superstições como ferramentas de foco
Kimi Antonelli revelou ter diversas superstições que segue rigorosamente, como usar um colar dado por sua mãe, entrar e sair do carro sempre pelo lado esquerdo, e ter apego ao número 12, uma homenagem a Ayrton Senna. Ele também cumprimenta cada membro da equipe com um 'high-five' antes de entrar no carro.
Contudo, Antonelli esclarece que essas práticas são menos sobre crenças irracionais e mais sobre rituais que o auxiliam a manter o foco, a concentração e a atitude correta. Os exercícios de aquecimento, por exemplo, não só estimulam sua coordenação motora, mas também servem como um indicador de seu estado de preparação mental. Cumprimentar a equipe é um reconhecimento da importância coletiva e individual de cada integrante.
A escolha de manter o número 12, mesmo tendo o direito de usar o número 1 como campeão, é vista por ele como uma forma de se manter humilde e centrado. Ele também beija o carro como um gesto de gratidão e respeito pela máquina e por toda a estrutura que a envolve.
O 'amor duro' na formação profissional
O pai de Kimi Antonelli, Marco Antonelli, que também foi piloto e hoje gerencia uma equipe de kart, inicialmente relutou em ver o filho seguir a carreira. No entanto, a dedicação e os resultados de Kimi o convenceram.
Apesar disso, Marco Antonelli era conhecido por sua exigência com o filho. Kimi Antonelli relembrou momentos da infância em que não compreendia a dureza do pai, mas hoje reconhece o valor dessa abordagem. Ele a descreve como 'tough love', um tipo de amor que impulsiona a melhoria e a busca pelo pleno potencial.



