Keeta adia lançamento no Rio e demite 200 funcionários em meio a acusações de assédio

Destaques
- •Empresa de delivery Keeta adia operação no Rio de Janeiro e demite 200 colaboradores.
- •Ex-funcionários relatam demissões desumanas, assédio moral e cargas horárias abusivas.
- •Keeta alega conformidade com leis locais e oferece pacotes de indenização; foco volta para São Paulo.
A Keeta, que chegou ao Brasil com a promessa de desafiar iFood e 99Food no delivery, deu um passo atrás no Rio de Janeiro. A operação na cidade foi adiada e, de quebra, a empresa demitiu cerca de 200 funcionários.
O clima nos bastidores não foi dos melhores. Ex-colaboradores relatam demissões conduzidas de forma desumana, com direito a assédio moral por parte de lideranças estrangeiras e jornadas de trabalho extenuantes. A empresa, por outro lado, afirma que o processo ocorreu dentro da lei e com respeito, oferecendo pacotes de indenização.
A justificativa oficial para o adiamento e os cortes é a necessidade de focar em aprimorar os padrões de serviço e lidar com questões estruturais do mercado de delivery brasileiro, como cláusulas de exclusividade impostas por concorrentes. O foco agora volta para a operação em São Paulo, onde a Keeta mantém seus 1.200 postos de trabalho e reafirma um compromisso de investimento de R$ 5,6 bilhões em 5 anos no Brasil.




