Justiça proíbe Tifanny de jogar a Superliga pelo Osasco

Destaques
- •Tifanny Abreu sofre mais um revés judicial e fica impedida de atuar na Superliga feminina pelo Osasco.
- •Decisão da 14ª Vara Cível do Rio de Janeiro indeferiu novo pedido de liminar para anular decisão do STJD.
- •CBV reafirma compromisso com decisões judiciais e sua política de elegibilidade para atletas.
A jogadora de vôlei Tifanny Abreu sofreu mais um revés na Justiça e está proibida de jogar a Superliga feminina pelo Osasco. Nesta sexta-feira (data não especificada nos textos), a 14ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro indeferiu um novo pedido de liminar protocolado pela defesa da atleta. A ação buscava anular a decisão do Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Voleibol (STJD) e restabelecer sua condição de jogo.
A magistrada responsável pelo julgamento entendeu que a "mera discordância da parte autora quanto ao resultado do julgamento proferido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva não constitui, por si só, fundamento suficiente para justificar a suspensão de seus efeitos". Com isso, Tifanny segue sem condição de jogo nas competições organizadas pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).
Histórico de decisões judiciais
Esta é a terceira derrota de Tifanny na disputa judicial sobre sua participação em competições organizadas pela CBV. Em 16 de outubro, a oposta obteve uma liminar na Justiça comum que a autorizou a atuar na Supercopa e na Superliga. Na ocasião, ela entrou em quadra na final contra o Praia Clube, marcou 15 pontos e ajudou o Osasco a vencer por 3 sets a 0, conquistando o título e recebendo o Troféu VivaVôlei como melhor jogadora da partida.
No entanto, a autorização durou pouco. Em 23 de outubro, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspendeu a liminar concedida em primeira instância. No mesmo dia, a Justiça Desportiva negou, por unanimidade, o mandado de garantia apresentado pela atleta.
Política de elegibilidade da CBV
A CBV, em nota, reafirmou seu compromisso com o cumprimento das decisões do Poder Judiciário e da Justiça Desportiva. A entidade declarou respeito e dignidade a todas as atletas, reiterando que sua Política de Elegibilidade é uma norma geral, aplicável igualmente a todas. A política está alinhada aos critérios do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB).
A jogadora de 41 anos, que disputa a Superliga desde 2017 e está em sua sexta temporada pelo Osasco, foi afetada pela decisão da CBV anunciada em agosto. A confederação adotou a política do COI para a elegibilidade de atletas na categoria feminina, exigindo que jogadoras apresentem teste genético com resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento masculino. Atletas que não comprovarem a elegibilidade ficam impedidas de disputar as competições.
O que vem pela frente
Tifanny, que se tornou a primeira atleta transgênero a atuar na elite do vôlei brasileiro, teve sua continuidade no esporte afetada pela mudança na política de elegibilidade. Desde o anúncio, ela recebeu apoio de diversas jogadoras e integrantes da comunidade do vôlei. A equipe do Osasco entra em quadra nesta sexta-feira (data não especificada nos textos), às 21h (de Brasília), para um duelo contra o Fluminense pela Superliga.



