Justiça do AM: Tecnologia 'à prova de barco' garante julgamentos

Destaques
- •TJ do Amazonas prioriza resiliência e autonomia operacional devido à geografia desafiadora.
- •Adoção de hiperconvergência e infraestrutura local para superar limitações de conectividade.
- •IA como aliada para identificar processos duplicados e acelerar julgamentos.
Em um estado gigante como o Amazonas, onde chegar a algumas comarcas leva 8 dias de barco, a infraestrutura de TI do Tribunal de Justiça (TJ-AM) deixou de ser mero suporte para se tornar a espinha dorsal da justiça. A realidade impôs uma prioridade: garantir que o sistema não pare, mesmo que a comunicação falhe.
Esqueça a nuvem pública para tudo. O TJ-AM apostou em um modelo hiperconvergente, com infraestrutura concentrada em Manaus e redundância para evitar que alguém fique preso sem poder ser julgado. Recentemente, a tecnologia via satélite de baixa órbita ajudou a conectar as pontas mais remotas.
A inteligência artificial entra em cena para turbinar a eficiência. Um sistema interno, o Arandu, já identifica e reduz o volume de processos repetitivos, aqueles advogados que tentam a sorte com pequenas variações. O resultado? Julgamentos mais rápidos e menos sobrecarga no sistema.




