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Justiça de SP exige detalhes de repasses do Palmeiras ao Figueirense por venda de Allan

21 de outubro de 2026

Destaques

  • •Justiça de São Paulo determinou que o Palmeiras apresente contratos e detalhes de pagamentos recebidos do Manchester City pela venda do jogador Allan.
  • •A medida visa esclarecer valores devidos ao Figueirense para credores, como Athletico Paranaense e M&F Investimentos.
  • •O Palmeiras deverá informar a situação de repasses, incluindo uma bonificação retida por ordem judicial, e manterá os recursos bloqueados até autorização.

A Justiça de São Paulo determinou, na última sexta-feira (15), que o Palmeiras detalhe os pagamentos recebidos do Manchester City pela venda do jogador Allan. A decisão, assinada pela juíza Marcella Leal Restum, também exige a apresentação dos contratos que asseguram ao Figueirense parte dessa receita. O objetivo é esclarecer quais valores pertencem ao clube catarinense e estão disponíveis para seus credores.

O Palmeiras não é parte ré na ação principal, movida desde 2020 pela M&F Investimentos e Participações S.A. contra o Figueirense. No entanto, o clube paulista foi acionado por ser o responsável pelos repasses financeiros relacionados à transferência do atleta. A ordem judicial, a pedido do Athletico Paranaense, exige a apresentação dos contratos de 23 de janeiro de 2019 (referente à chegada de Allan ao Palmeiras) e de 8 de maio de 2025 (sobre a compra de mais 20% dos direitos econômicos do atleta).

Esclarecimentos sobre os repasses

Entre os esclarecimentos solicitados pela Justiça estão o recebimento da parcela prevista para 2 de outubro, o valor líquido total da operação e a quantia específica correspondente aos 10% que pertencem ao Figueirense. O Palmeiras também deverá informar sobre uma bonificação contratual e o montante que mantém retido em sua posse por determinação judicial. O clube paulista declarou que, ao ser formalmente notificado, cumprirá a ordem, resguardando a confidencialidade do contrato com o City. Afirmou ainda ter informado o Figueirense sobre os repasses, mas que processos judiciais impedem o depósito dos valores.

Disputa por créditos sobre os valores

Além da M&F Investimentos, o Athletico Paranaense e uma parte em processo trabalhista também reivindicam créditos sobre os valores destinados ao Figueirense. Diante dessas cobranças, a juíza determinou que o Palmeiras mantenha os recursos retidos até que os pagamentos sejam devidamente autorizados pela Justiça. A primeira ordem de bloqueio relacionada à venda ocorreu em agosto, após pedido da M&F, alcançando R$ 5,9 milhões. Uma referência nos autos, de janeiro de 2025, indicava uma dívida do Figueirense de R$ 8,98 milhões.

Como os repasses são calculados

O Palmeiras acertou a venda de Allan em 24 de agosto de 2026 por um valor que pode chegar a 40 milhões de euros, entre valor fixo e bônus, o que equivalia a cerca de R$ 240 milhões na época. O Manchester City confirmou a contratação com um vínculo de cinco temporadas. O clube paulista detinha 90% dos direitos econômicos do jogador, participação ampliada em maio de 2025 com a aquisição de mais 20% junto ao Figueirense por R$ 1,6 milhão. Os 10% restantes permaneceram com a equipe catarinense. Em setembro, o Palmeiras informou à Justiça que a transferência definitiva foi concluída por 37,4 milhões de euros, a serem pagos em quatro parcelas anuais. O Figueirense tem direito a 10% do valor líquido efetivamente recebido pelo Palmeiras, conforme o pagamento das parcelas pelo City. Uma bonificação de R$ 750 mil, com vencimento em 16 de setembro, não foi paga por ordem judicial. Segundo o Palmeiras, esses créditos são distintos de eventuais recursos do mecanismo de solidariedade da Fifa, destinado a clubes formadores.

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