Juros altos no Brasil: Galípolo aponta 'anomalia' e compara com cartão de crédito

Destaques
- •Presidente do BC, Gabriel Galípolo, discute a persistência de juros elevados no Brasil.
- •Galípolo aponta que a taxa de juros alta não é conjuntural, mas estrutural.
- •Compara a situação com o uso do cartão de crédito e alta inadimplência.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, jogou luz sobre um dos maiores mistérios da economia brasileira: por que a taxa básica de juros continua tão alta, mesmo com a economia aquecida e o desemprego em baixa?
Galípolo sugeriu que não se trata de um problema temporário, mas sim de algo mais profundo e estrutural, uma verdadeira "anomalia" que a geração atual precisa desvendar para normalizar a política monetária.
Para ilustrar a situação, ele usou um exemplo curioso: o cartão de crédito. Ele ressaltou que uma taxa de juros de 14,75% ao mês (sim, ao mês!) é extremamente alta e que a alta inadimplência, beirando os 60%, indica um problema de concepção no sistema de crédito brasileiro.
A consequência é que o Brasil precisa de "doses cavalares" de juros por mais tempo para ter o mesmo efeito que outros países conseguem com medidas mais brandas.
Basicamente, a nossa política monetária parece ter uma sensibilidade muito baixa, exigindo um esforço desproporcional para surtir efeito. 📉




