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Juros altos no Brasil: Galípolo aponta 'anomalia' e compara com cartão de crédito

10 de abril de 2026
Juros altos no Brasil: Galípolo aponta 'anomalia' e compara com cartão de crédito

Destaques

  • Presidente do BC, Gabriel Galípolo, discute a persistência de juros elevados no Brasil.
  • Galípolo aponta que a taxa de juros alta não é conjuntural, mas estrutural.
  • Compara a situação com o uso do cartão de crédito e alta inadimplência.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, jogou luz sobre um dos maiores mistérios da economia brasileira: por que a taxa básica de juros continua tão alta, mesmo com a economia aquecida e o desemprego em baixa?

Galípolo sugeriu que não se trata de um problema temporário, mas sim de algo mais profundo e estrutural, uma verdadeira "anomalia" que a geração atual precisa desvendar para normalizar a política monetária.

Para ilustrar a situação, ele usou um exemplo curioso: o cartão de crédito. Ele ressaltou que uma taxa de juros de 14,75% ao mês (sim, ao mês!) é extremamente alta e que a alta inadimplência, beirando os 60%, indica um problema de concepção no sistema de crédito brasileiro.

A consequência é que o Brasil precisa de "doses cavalares" de juros por mais tempo para ter o mesmo efeito que outros países conseguem com medidas mais brandas.

Basicamente, a nossa política monetária parece ter uma sensibilidade muito baixa, exigindo um esforço desproporcional para surtir efeito. 📉

Fontes

https://www.infomoney.com.br/economia/feed/

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