Jogo do Brasil x Japão testa rede elétrica com sol e apagonês
Destaques
- •O jogo do Brasil contra o Japão pode causar instabilidade na rede elétrica nacional.
- •O aumento da geração solar distribuída e a queda de demanda durante a partida são os principais desafios.
- •Investidores em energia renovável estão preocupados com os cortes de produção (curtailment) e a falta de clareza nas soluções.
Quando a Seleção Brasileira entrar em campo contra o Japão, milhões de brasileiros vão parar para assistir, e isso pode dar um nó na rede elétrica. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) já está em alerta, pois a combinação de milhões de painéis solares e a queda de demanda durante a partida testa a capacidade do sistema.
A geração solar distribuída, que já representa quase 20% da capacidade instalada, é em grande parte imprevisível para o ONS. Isso significa que, enquanto a demanda cai com o fim do expediente, a produção solar continua, exigindo um delicado equilíbrio para evitar apagões.
A consequência direta dessa instabilidade é o curtailment, ou seja, a redução controlada da geração. Isso tem afetado a atratividade de grandes investimentos em projetos renováveis, com empresas como a Atlas Renewable Energy suspendendo planos de investir US$ 1 bilhão.
A solução? Armazenamento em baterias e ampliação das exportações são as apostas, mas o arcabouço técnico e jurídico ainda precisa de avanços. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, já sinalizou que as baterias são um caminho. 🔋

