Jogadores do Guarani buscam Justiça por salários atrasados; SAF segue em negociação

Destaques
- •Jogadores como Isaque e Emerson Júnior acionam a Justiça para receber salários atrasados do Guarani.
- •A venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) para o empresário Roberto Graziano, com investimento de R$ 1,075 bilhão, será votada em novembro.
- •O futuro do executivo Carlos Frontini e a definição do treinador para 2027 são outras pautas urgentes para a diretoria.
O Guarani enfrenta pendências financeiras e administrativas cruciais nos próximos dois meses, com o encerramento da temporada de futebol. A principal delas é a negociação para a venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) para o empresário Roberto Graziano, além da resolução de salários atrasados que já levaram jogadores a buscarem a Justiça.
A gestão do presidente Rômulo Amaro tem como desafio urgente a venda da SAF, aprovada pelos sócios para transformação do clube. A proposta de Roberto Graziano, dono do Grupo Magnum, prevê um investimento global de cerca de R$ 1,075 bilhão, sendo R$ 400 milhões destinados ao futebol. O Conselho Deliberativo já emitiu parecer favorável, e Graziano estará à disposição para tirar dúvidas em assembleias a partir de 16 de novembro, com a votação final marcada para o dia 19.
Obrigações tributárias e salários pendentes
Um ponto de atenção na negociação da SAF são as obrigações tributárias. A minuta inicial da proposta de Graziano precisou de ajustes para refletir a situação financeira atual do clube, que possui débitos pendentes, embora a proposta preveja que o investidor assuma essas pendências. A análise do administrador judicial será uma das próximas etapas, ligada à recuperação judicial do clube.
A dificuldade em manter as contas em dia desde junho tem gerado pressão sobre Rômulo Amaro. O atraso na transformação em SAF impactou o planejamento para quitar débitos com o elenco. Jogadores como Isaque, Emerson Júnior, Ynaiã e Diego Torres já ingressaram na Justiça para cobrar o clube, e outros atletas sem receber há cerca de dois meses estudam o mesmo caminho.
Definições sobre comissão técnica e diretoria
O futuro do executivo Carlos Frontini também está em aberto. Embora tenha contrato, seu nome ainda não é consenso entre os investidores da futura SAF. Caso a venda se concretize, Graziano se reunirá com o dirigente para definir sua permanência, que alguns defendem para blindar o planejamento da próxima temporada. Frontini tem liderado tratativas por reforços para 2027.
Quanto à posição de treinador para 2027, o plano A de Rômulo Amaro é o retorno de Umberto Louzer, atualmente emprestado ao Criciúma. No entanto, caso o clube catarinense acesse a Série A, pode pagar multa para mantê-lo. Se Louzer não puder retornar, o Guarani precisará buscar um novo nome no mercado após o fim da Série B, em 14 de novembro.



