Itamaraty promove debate sobre antissemitismo com foco em lideranças sionistas

Destaques
- •Seminário sobre antissemitismo no Itamaraty foca em lideranças sionistas.
- •Críticos apontam ausência de debate sobre ações de Israel em Gaza.
- •Especialistas questionam a pluralidade de vozes no evento.
O Ministério das Relações Exteriores agendou um evento sobre antissemitismo para o dia 16 de abril, no Palácio do Itamaraty. A iniciativa, que conta com o apoio do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDH) e do Conselho do Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), busca discutir o tema em um cenário de crescentes preocupações globais.
No entanto, a lista de convidados levanta debates: a maioria são lideranças sionistas, incluindo representantes da Confederação Israelita do Brasil (CONIB). Especialistas como o professor Bruno Huberman (PUC-SP) e a professora Arlene Clemesha (USP) criticam a falta de pluralidade, argumentando que o debate fica restrito ao espectro sionista.
A programação, que abordará definições de antissemitismo e experiências de monitoramento, foi criticada por não incluir temas como a pena de morte contra palestinos ou o genocídio em Gaza. Segundo os críticos, o evento pode se tornar "inócuo" e um "espaço para o lobby sionista", pois ignora a relação entre as ações de Israel e o aumento do antissemitismo.
Apesar das críticas, um dos palestrantes, professor Michel Gherman (UFRJ), ressaltou que os convidados têm liberdade para abordar os temas que considerarem relevantes. O MDH e o CDES afirmaram não ter responsabilidade na organização do evento, que é uma iniciativa do Ministério das Relações Exteriores. 📉




