Israel Expande Presença no Líbano e Deixa Vilarejos em Ruínas

Destaques
- •Israel intensifica ocupação no sul do Líbano, criando zona de segurança.
- •Centenas de milhares de libaneses desalojados e vilarejos destruídos.
- •Plano de paz mediado pelos EUA estagnado, com impasse sobre desarmamento do Hezbollah.
A região costeira do sul do Líbano, antes pitoresca, hoje se encontra deserta e devastada. Plantações abandonadas e incontáveis prédios destruídos por ataques israelenses marcam a paisagem. A presença do Estado libanês é mínima, resumida a postos de controle, enquanto cerca de uma dezena de bandeiras israelenses sinalizam o início do território ocupado.
Essa área é o principal reduto da comunidade xiita e base de apoio do Hezbollah. Após invasões anteriores, a mais recente intensificou-se com ataques aéreos e demolições, mesmo após um cessar-fogo anunciado em junho. O Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ordenou a preparação para uma permanência prolongada, visando criar uma "zona de segurança".
A Unifil relata a instalação de quatro novas bases israelenses, elevando o total para nove, com indícios de demolições realizadas por civis israelenses. Organizações de direitos humanos apontam para destruição deliberada de infraestrutura civil, o que pode configurar crime de guerra.
Um acordo preliminar entre EUA e Irã para cessar a violência no Líbano tem sido violado repetidamente por Israel, segundo inteligência libanesa. O plano previa a retirada israelense de áreas específicas, com o Exército libanês ocupando locais onde o desarmamento do Hezbollah seria verificado. No entanto, o grupo se opõe à iniciativa, chamando-a de "rendição com humilhação", e Israel considera que o Exército libanês não agiu o suficiente. O impasse persiste, com a situação lembrando a de Gaza, onde Israel se entrincheira.




