Israel aprova pena de morte para palestinos e acende alerta global

Destaques
- •Oito países muçulmanos condenam a nova lei israelense que permite a pena de morte para palestinos na Cisjordânia.
- •ONU e UE criticam a medida, que é vista como um retrocesso e potencial crime de guerra.
- •A lei cria uma via legal separada e mais severa para palestinos, aumentando a tensão na região.
O Parlamento de Israel, o Knesset, aprovou uma nova lei que permite a pena de morte para palestinos residentes na Cisjordânia ocupada. A medida, promovida pelo ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, equipara atos de terrorismo a um "ataque intencional qualificado", permitindo que tribunais militares imponham a sentença capital.
A decisão gerou forte repercussão internacional.
Oito países de maioria muçulmana, incluindo Turquia, Egito e Arábia Saudita, emitiram uma declaração conjunta condenando veementemente a lei e chamando-a de prática discriminatória que consolida um sistema de apartheid. A ONU também criticou a medida, com o Alto Comissário para os Direitos Humanos alertando que sua aplicação constituiria um crime de guerra. A União Europeia classificou a lei como um retrocesso, enquanto os Estados Unidos defenderam o direito soberano de Israel de legislar.
A lei entra em vigor em um cenário de escalada da violência, com centenas de palestinos protestando e realizando greve geral na Cisjordânia. A medida cria uma via legal separada e mais severa para os palestinos, que já são julgados em tribunais militares, aumentando a preocupação com a violação de direitos humanos e a possibilidade de mais conflitos na região. 📉




