IPCA de abril: Energia e alimentos pressionam; câmbio alivia, mas juros sobem de leve

Destaques
- •IPCA de abril deve vir entre 0,54% e 0,73%, com pressão de energia e alimentos.
- •Conflito no Oriente Médio impacta custos de energia e logística globais, refletindo no Brasil.
- •Expectativas de inflação de longo prazo desancoradas preocupam o Banco Central e podem frear cortes na Selic.
A divulgação do IPCA de abril nesta terça (12) promete confirmar a pressão de energia e alimentos no bolso do brasileiro. As projeções apontam uma alta entre 0,54% e 0,73%, um pouco menor que os 0,88% de março, mas ainda assim um sinal de alerta.
O principal vilão da vez parece ser a alimentação domiciliar, que já vem subindo desde março, além dos preços administrados como a gasolina e os efeitos indiretos da guerra no Oriente Médio sobre a indústria petroquímica e serviços.
Por aqui, o real valorizado frente ao dólar tem funcionado como um "colchão" para segurar a inflação, mas o grande ponto de atenção agora são as expectativas de inflação para o longo prazo, que vêm se desancorando e preocupam o Banco Central.
Isso pode significar cortes mais graduais na Selic, ou até uma pausa, já que o mercado teme a contaminação da inércia inflacionária nos serviços e os riscos fiscais e políticos futuros. A projeção para o fim de 2026 varia entre 12,50% e 14%.




