Insônia crônica aumenta em 40% o risco de demência em idosos

Destaques
- •O cérebro realiza uma "faxina" noturna essencial para remover toxinas, como a beta-amiloide, associada ao Alzheimer.
- •Noites mal dormidas podem levar ao acúmulo de proteínas que causam morte neuronal ao longo do tempo.
- •Mudanças de hábitos são a primeira linha de tratamento para a insônia, com medicamentos como última opção.
A insônia crônica pode ter um impacto sério na saúde do cérebro. Enquanto dormimos, um sistema chamado glinfático entra em ação para remover resíduos metabólicos acumulados durante o dia, um processo vital para a manutenção da saúde cerebral.
Quando o sono é insuficiente ou fragmentado, essa "faxina" cerebral não ocorre adequadamente. Isso favorece o acúmulo de proteínas como a beta-amiloide e a tau, que estão diretamente ligadas ao desenvolvimento de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.
A consequência é preocupante: estudos indicam que pessoas com mais de 60 anos e insônia crônica têm um risco cerca de 40% maior de desenvolver demência nos cinco anos seguintes. Além disso, a falta de sono está associada a problemas cardiovasculares e interfere no humor e na capacidade de concentração.
A boa notícia é que a maioria dos casos de insônia pode ser tratada com mudanças de hábitos, como manter horários regulares de sono, evitar telas antes de dormir e buscar luz natural pela manhã. A medicação é considerada apenas em último caso, após a falha das medidas comportamentais.
