Influenciadora diz que é contra o voto feminino em pleno 2026

Destaques
- •Pietra Bertolazzi, influenciadora conservadora, gerou polêmica ao afirmar ser contra o voto feminino em vídeo recente.
- •A declaração, feita em 2026, reacende o debate sobre a participação das mulheres na política e o papel do antifeminismo.
- •O fenômeno do antifeminismo é analisado através de figuras como Michelle Bolsonaro, Erika Kirk e Victoria Villarruel, que, apesar de ocuparem espaços de poder, reforçam concepções tradicionais de feminilidade e subordinação.
Em pleno 2026, a influenciadora conservadora Pietra Bertolazzi chocou ao declarar ser contra o voto feminino, um direito com 92 anos de vigência no Brasil. A fala, que viralizou, levanta um debate sobre a participação feminina na política e o crescimento do antifeminismo.
O fenômeno é complexo e se manifesta de diferentes formas, com mulheres como Michelle Bolsonaro, Erika Kirk e Victoria Villarruel exemplificando a sobreposição de discursos religiosos, de estado e ciberativistas. Elas ocupam posições de destaque, mas, muitas vezes, reforçam a ideia de que a agência feminina deve estar subordinada a uma ordem moral e tradicional.
A estratégia da extrema direita tem sido convocar mulheres para a política, mas sob condições específicas, autorizando apenas aquelas que se encaixam em uma concepção de feminilidade e submissão, e não a autonomia plena. Isso demonstra que a ocupação de espaços de poder por mulheres não garante, necessariamente, a ampliação dos direitos para todas, configurando um "neopatriarcado autoritário" 💰.



