Inflação nos EUA dá um respiro, mas guerra no Oriente Médio aperta o bolso

Destaques
- •Núcleo da inflação PCE sobe menos que o esperado em abril (0,2%)
- •Índice cheio de preços avança 3,8% na base anual, maior alta desde maio de 2023
- •Conflito no Oriente Médio pressiona preços de energia e commodities, impactando o consumidor.
A inflação ao consumidor nos Estados Unidos, medida pelo PCE, deu um leve alívio em abril. O núcleo do índice, que exclui os voláteis preços de alimentos e energia, subiu apenas 0,2%, vindo abaixo do esperado pelo mercado.
No entanto, o índice cheio mostrou um cenário mais preocupante, com alta de 3,8% nos últimos 12 meses, o maior avanço desde maio de 2023. A gasolina, por exemplo, já acumula mais de 50% de aumento desde o início do conflito no Oriente Médio.
Essa escalada de preços, intensificada pela interrupção do transporte no Estreito de Ormuz e pelo aumento dos custos de energia e fertilizantes, joga uma sombra sobre a economia americana e pode afetar a popularidade do presidente Trump, que apostou sua campanha na redução da inflação.
Enquanto isso, os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA tiveram uma leve alta, mas o mercado de trabalho segue resiliente, com demissões em baixa geral, exceto no setor de tecnologia. 📉




