Inflação nos EUA: Americanos mais frustrados, Fed mais cauteloso

Destaques
- •Nova leitura do CPI de abril deve confirmar alta de 0,6%, a maior desde 2022.
- •Preços de combustíveis impulsionam inflação geral e preocupam repasse para outros setores.
- •Sinais de desaceleração econômica com inflação persistente podem manter o Fed em 'modo hawkish'.
A próxima semana promete ser agitada nos EUA com a divulgação de novos dados de preços ao consumidor (CPI) que devem confirmar a crescente frustração americana com a inflação. Economistas preveem uma alta de 0,6% em abril, seguindo o ritmo acelerado de março.
O salto nos preços da gasolina, que já subiram mais de 50% desde o fim de fevereiro, é um dos principais vilões. Esse aumento tende a ser repassado para outros bens e serviços, como passagens aéreas, e o chamado núcleo do CPI (excluindo energia e alimentos) também deve acelerar.
A situação já afeta o bolso do consumidor. Uma pesquisa da Universidade de Michigan mostrou um sentimento em mínima histórica, com preocupações sobre finanças familiares e condições de compra.
Mas o que isso significa para o futuro?
Especialistas da Bloomberg Economics alertam que a combinação de economia desacelerando modestamente com inflação alta pode manter o Federal Reserve (Fed) em sua postura mais dura ('hawkish') por mais tempo, adiando cortes na taxa de juros. O índice de preços ao produtor (PPI) também deve mostrar inflação persistente no atacado 📉.




