Infertilidade: Guia Rápido para Ficar Atento às Causas e Tempos

Destaques
- •Infertilidade afeta 1 em 6 pessoas em idade reprodutiva, sendo mais comum do que se pensa.
- •OMS lança diretriz para diagnóstico e tratamento, reforçando a importância da investigação precoce.
- •Sinais de alerta em mulheres incluem ciclos irregulares, dor pélvica e histórico de ISTs/DIP.
A infertilidade é uma condição médica que afeta cerca de 1 em cada 6 pessoas em idade reprodutiva, e muitas vezes é silenciosa. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já divulgou suas primeiras diretrizes para diagnóstico e tratamento, enfatizando a importância de investigar cedo.
Para as mulheres, alguns sinais de alerta devem motivar uma investigação imediata, mesmo sem tentativas de gravidez: ciclos menstruais irregulares ou ausentes, dor pélvica intensa, histórico de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) ou doença inflamatória pélvica (DIP), cirurgias pélvicas, galactorreia ou alterações tireoidianas.
A recomendação geral é buscar avaliação médica após 12 meses de tentativas sem sucesso para mulheres com menos de 35 anos, e após seis meses para as com mais de 35. Para quem tem 40 anos ou mais, ou apresenta os sinais de alerta, a investigação deve ser imediata, pois a reserva ovariana diminui com o tempo.
Nos homens, o alerta vai para histórico de varicocele, criptorquidia, traumas testiculares, cirurgias inguinais/escrotais, tratamentos como quimioterapia/radioterapia, testículos muito pequenos, alterações de libido/ereção, baixo volume ejaculatório ou histórico familiar de infertilidade. O uso de testosterona e anabolizantes também é um fator de risco importante, mesmo em jovens.
A idade masculina também impacta, embora em menor grau. Homens acima de 40 anos podem levar até quatro vezes mais tempo para engravidar, pois a qualidade seminal pode diminuir com o tempo. A infertilidade é uma condição médica tratável, e quanto antes a investigação começar, maiores as chances de sucesso. 🤰

