Inadimplência bate recorde histórico no Brasil, mas Desenrola 2.0 tenta conter a sangria

Destaques
- •Taxa de inadimplência geral dos bancos atinge 4,7% em junho, maior patamar desde 2011.
- •Pessoas físicas registram inadimplência recorde de 5,6%, enquanto empresas ficam em 3,2%.
- •Programa Desenrola 2.0 já renegociou R$ 22 bilhões e teve adesão prorrogada até 31 de agosto.
A inadimplência geral no crédito no Brasil atingiu um recorde histórico de 4,7% em junho, segundo o Banco Central. Esse é o maior índice desde o início da série revisada em 2011.
O cenário é crítico para as pessoas físicas, que viram a inadimplência subir para 5,6%, também um recorde. Já o índice para empresas se manteve em 3,2%, o maior desde novembro de 2017.
Em meio a esse cenário preocupante, o programa Desenrola 2.0, lançado pelo governo, parece dar algum fôlego. Até o final de junho, já foram R$ 22 bilhões renegociados, com a adesão prorrogada até 31 de agosto.
Apesar de uma leve queda no endividamento familiar total (de 49,9% para 49,8% da renda), 82,8 milhões de brasileiros continuavam endividados em março, com 47% das dívidas concentradas em instituições financeiras. 💰


