IA Romantiza Escravidão: YouTube Lucra com Histórias Fictícias e Ofensivas

Destaques
- •Canais no YouTube usam IA para criar e monetizar vídeos fictícios sobre escravidão, com milhões de visualizações.
- •Especialistas criticam o conteúdo por romantizar a violência, reforçar estereótipos racistas e apresentar mentiras como fatos históricos.
- •YouTube removeu alguns canais após a reportagem, mas o modelo de negócio baseado em 'AI Slop' continua ativo.
Uma onda de vídeos produzidos por inteligência artificial (IA) no YouTube está gerando polêmica ao romantizar o período da escravidão no Brasil. Títulos como "O escravo gigante de olhos azuis que fez a sinhá enlouquecer" e capas ultrarrealistas atraem milhões de visualizações, apresentando histórias fictícias de desejo e violência.
Especialistas apontam que esse conteúdo, conhecido como "AI Slop", reforça estereótipos racistas e sexistas, transformando um sistema de exploração brutal em narrativas de romance e erotização. A produção em massa visa apenas a monetização, com criadores admitindo que trocam de nicho após atingir os requisitos da plataforma.
O YouTube afirma ter tomado medidas contra canais que violam suas diretrizes, removendo cerca de 10% dos identificados pela reportagem. No entanto, a prática de lucrar com conteúdo sensível e potencialmente ofensivo persiste, levantando debates sobre a responsabilidade das plataformas.



