IA pode destruir livros para treinar modelos: Precedente nos EUA gera polêmica
Destaques
- •Decisão judicial nos EUA considera legal a compra e destruição de livros físicos para treinamento de IA.
- •A prática, enquadrada como 'fair use', permite que empresas de tecnologia controlem dados digitais sem interferência dos autores.
- •Impacto no mercado editorial: aumento na compra de livros raros e discussão sobre preservação cultural.
Uma decisão inédita nos Estados Unidos abriu a porta para que empresas de inteligência artificial destruam livros físicos após digitalizá-los para treinar seus modelos. A prática foi considerada legal pelo juiz, desde que haja a compra legítima do exemplar.
No caso envolvendo a Anthropic, autora do chatbot Claude, a digitalização e destruição de obras foi enquadrada como 'fair use', ou uso aceitável. Isso significa que a empresa controla os dados digitais gerados, sem que os autores originais possam vetar o uso do material no treinamento de IAs.
A decisão já causa repercussão e um aumento atípico na compra de livros raros por empresas de tecnologia. O movimento levanta debates sobre a preservação do patrimônio cultural e a origem dos dados utilizados para treinar as IAs.
A Anthropic, por exemplo, tem o Projeto Panamá, que compra lotes de livros, inclusive antigos e fora de catálogo, para digitalização e reciclagem. A busca por obras anteriores à era da IA generativa visa garantir a qualidade dos dados, já que o uso excessivo de conteúdo sintético pode degradar o desempenho dos modelos. 📚
