IA pode comprar livros, destruir e usar para treinar modelos: um precedente legal que mexe com o mercado editorial

Destaques
- •Justiça dos EUA considera legal a compra de livros físicos para digitalização e treinamento de IA.
- •Empresas podem destruir exemplares após a cópia, prática que se enquadra em 'fair use'.
- •Precedente impulsiona compra de livros raros por techs, gerando preocupações sobre patrimônio cultural.
Uma decisão da Justiça dos EUA abriu um precedente que pode mudar o jogo para o mercado editorial e o avanço da inteligência artificial. Um juiz considerou legal que empresas de IA comprem livros físicos, os digitalizem e destruam os exemplares originais para treinar seus modelos de linguagem.
A prática, que se enquadra no conceito de 'fair use' (uso aceitável), permite que empresas como a Anthropic controlem os dados digitais gerados sem a necessidade de consentimento dos autores sobre o uso do material no treinamento de IA. Isso aconteceu mesmo após a Anthropic ter sido acusada de baixar milhões de obras de fontes piratas.
O impacto já é sentido no mercado, com um aumento atípico na compra de livros raros e fora de catálogo por empresas de tecnologia. A iniciativa interna da Anthropic, conhecida como Projeto Panamá, detalha um processo de aquisição e destruição de obras, priorizando aquelas publicadas antes da era da IA generativa para garantir a qualidade dos dados de treinamento. 📚

