IA: O Brasil já respira a revolução, mas ainda busca a soberania

Destaques
- •Inteligência artificial deixa de ser tendência e vira pilar estratégico na América Latina.
- •Dell e NVIDIA aprofundam parceria com foco em IA agêntica e infraestrutura soberana.
- •Preparação de dados e pressão competitiva são os maiores desafios para empresas brasileiras.
A inteligência artificial já não é mais só um papo de futuro: virou o centro das atenções nas estratégias de empresas na América Latina. O presidente da Dell Technologies para América Latina, Luiz Gonçalves, cravou que a região está se aproximando do ritmo de mercados mais maduros, mesmo com um certo atraso na adoção.
O executivo destacou que o interesse em IA é enorme, com empresas buscando entender os benefícios e casos de uso, mesmo sem projetos imediatos. A Dell, aliás, reforçou sua parceria de décadas com a NVIDIA, focando em infraestrutura para IA, IA agêntica e o conceito de “IA soberana”, que ganha força em países que querem mais controle sobre seus dados e tecnologia.
Mas nem tudo são flores. O maior gargalo para a adoção efetiva da IA no Brasil, segundo Gonçalves, não é a falta de hardware, mas sim a preparação dos dados corporativos. Empresas muitas vezes subestimam a complexidade de organizar informações fragmentadas para alimentar modelos de IA.
A pressão competitiva também acelera a corrida pela IA. Quem demorar para implementar corre o risco de ficar obsoleto rapidamente. O mercado global de infraestrutura para IA deve movimentar US$ 2,59 trilhões em 2026, um salto de 47% ano a ano, segundo o Gartner. A corrida é tanta que a Dell já oferece contratos de fornecimento de longo prazo (TPA) para garantir prioridade em equipamentos. 💰




