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IA: Menos cortes de emprego, mais reestruturação no mercado imobiliário

17 de agosto de 2026

Destaques

  • Inteligência Artificial não causa redução uniforme de empregos e, consequentemente, de demanda por escritórios.
  • Mercado imobiliário se torna mais segmentado, com diferentes impactos por setor, maturidade tecnológica e contexto.
  • Empresas com IA avançada esperam expandir força de trabalho, contradizendo a ideia de cortes em massa.

Esqueça a ideia de que a inteligência artificial (IA) vai simplesmente esvaziar os escritórios e derrubar o mercado imobiliário. A realidade, segundo a JLL, é bem mais complexa e segmentada.

A IA não afeta a todos da mesma forma. Enquanto alguns setores, como o farmacêutico, ainda lidam com vacância, outros, como o de tecnologia, veem aumento na demanda por espaços, mesmo com automação de certas funções. Uma pesquisa da JLL com mais de 2.200 executivos mostra que 60% das empresas esperam aumentar suas equipes nos próximos anos, especialmente as mais avançadas em IA.

A grande virada está na reorganização do trabalho. A IA pode aumentar a produtividade e criar novas funções, mudando a necessidade de espaços. O desafio agora é traduzir esses efeitos em decisões concretas sobre como projetar ambientes de trabalho mais colaborativos e adaptáveis.

Ainda há um descompasso: 78% dos executivos preveem impactos da IA em seus portfólios imobiliários, mas só 31% estão redesenhando seus espaços. A capacidade de adaptação será o diferencial competitivo. O mercado imobiliário corporativo não terá uma resposta única para a IA; cada ativo precisará de soluções ágeis e eficientes para acompanhar a transformação do trabalho.

Fontes

https://tiinside.com.br/feed/

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