IA: Menos cortes de emprego, mais reestruturação no mercado imobiliário
Destaques
- •Inteligência Artificial não causa redução uniforme de empregos e, consequentemente, de demanda por escritórios.
- •Mercado imobiliário se torna mais segmentado, com diferentes impactos por setor, maturidade tecnológica e contexto.
- •Empresas com IA avançada esperam expandir força de trabalho, contradizendo a ideia de cortes em massa.
Esqueça a ideia de que a inteligência artificial (IA) vai simplesmente esvaziar os escritórios e derrubar o mercado imobiliário. A realidade, segundo a JLL, é bem mais complexa e segmentada.
A IA não afeta a todos da mesma forma. Enquanto alguns setores, como o farmacêutico, ainda lidam com vacância, outros, como o de tecnologia, veem aumento na demanda por espaços, mesmo com automação de certas funções. Uma pesquisa da JLL com mais de 2.200 executivos mostra que 60% das empresas esperam aumentar suas equipes nos próximos anos, especialmente as mais avançadas em IA.
A grande virada está na reorganização do trabalho. A IA pode aumentar a produtividade e criar novas funções, mudando a necessidade de espaços. O desafio agora é traduzir esses efeitos em decisões concretas sobre como projetar ambientes de trabalho mais colaborativos e adaptáveis.
Ainda há um descompasso: 78% dos executivos preveem impactos da IA em seus portfólios imobiliários, mas só 31% estão redesenhando seus espaços. A capacidade de adaptação será o diferencial competitivo. O mercado imobiliário corporativo não terá uma resposta única para a IA; cada ativo precisará de soluções ágeis e eficientes para acompanhar a transformação do trabalho.
