IA está mudando o jogo: Reputação corporativa no radar algorítmico
Destaques
- •Plataformas de IA subestimam a reputação de grandes bancos brasileiros, com diferenças de até 22,7 pontos em relação à percepção humana.
- •A IA reflete o que as empresas mais documentam, incluindo cobertura adversa e processos regulatórios, impactando a percepção de conduta.
- •A ascensão de comunicadores no C-suite e a crescente importância da reputação algorítmica exigem que as empresas reforcem sua presença e consistência nas respostas da IA.
Todo mundo fala de IA para produtividade e valorização de empresas de tecnologia, mas o mercado brasileiro ainda subestima uma dimensão crucial: a IA como formadora de reputação e, consequentemente, como variável direta no valuation das companhias.
Um estudo da RepTrak mostrou que plataformas de IA, como ChatGPT e Gemini, atribuem scores reputacionais significativamente mais baixos para grandes bancos do que pesquisas com humanos, especialmente em indicadores como Conduta (ética, transparência), onde a diferença pode chegar a quase 30 pontos.
A máquina, na verdade, espelha o que está mais presente nos dados de treinamento. Notícias negativas e processos regulatórios pesam mais do que comunicados de inovação.
E esse espelho já está sendo consultado por clientes, investidores e candidatos a emprego.
A consequência é que a reputação algorítmica, antes vista como futuro, já é uma realidade que impacta diretamente as decisões de negócios.
Com quase metade dos chief communications officers já reportando diretamente ao CEO, a comunicação corporativa ganha espaço estratégico para gerenciar a percepção da IA. A demanda por presença nas respostas da IA generativa e a polarização de audiências impulsionam essa mudança.
André Esteves ressalta que reputação não se delega, e agora, cada decisão e declaração pública alimenta ou corrói a percepção algorítmica da empresa. A pergunta que logo surgirá nos boards é: qual o peso da resposta da IA no valor da empresa? 📈


