IA e Geopolítica Sacodem o Setor de Consumo Global
Destaques
- •92% dos executivos planejam implementar agentes de IA em seus processos nos próximos 12 meses.
- •Consumidores, inclusive de alta renda, priorizam custo-benefício em suas compras.
- •Empresas buscam simplificar portfólios e especializar-se em categorias de alto crescimento.
O setor de bens de consumo global está em ebulição em 2026, enfrentando um coquetel de inteligência artificial, instabilidade geopolítica e consumidores mais seletivos. A Deloitte aponta que 92% dos executivos já planejam adotar agentes de IA para turbinar seus negócios.
Essa revolução digital, batizada de 'agentic commerce', exige que as empresas repensem desde a apresentação de produtos até a personalização de ofertas. Não é mais uma opção, mas sim a chave para a sobrevivência: 76% consideram a transformação digital essencial para competir.
Mas nem tudo são flores. A desglobalização e a busca por custo-benefício, que afeta até mesmo a classe alta, forçam ajustes. Empresas estão de olho em relocalizar produção (74%) e revisar portfólios (68%), buscando agilidade para crescer em novos mercados.
A tendência é de simplificação: mais da metade dos executivos planeja desinvestir em linhas de baixo desempenho e apostar em aquisições estratégicas. O poder também parece pender para os varejistas, com 79% esperando um desequilíbrio a favor deles nos próximos anos, apesar de colaborações promissoras.
Em suma, o setor vive uma profunda reconfiguração, onde foco, simplificação e colaboração, impulsionados por IA e dados, serão os grandes diferenciais competitivos.


