IA: Contratos legados podem virar dor de cabeça para empresas
Destaques
- •Empresas estão usando contratos antigos para negociar soluções de IA.
- •Cláusulas padronizadas podem transferir riscos e o uso de dados para o contratante.
- •É crucial definir responsabilidades e o uso de dados antes de fechar negócio.
A adoção de inteligência artificial está batendo à porta, mas muitas empresas ainda tentam fechar negócios com minutas antigas, criadas para softwares comuns. O resultado? Um desequilíbrio perigoso onde o fornecedor domina a tecnologia e o cliente assume riscos que não deveria.
O X da questão está nas cláusulas escondidas: elas podem permitir o uso dos seus dados para treinar modelos, mudar funcionalidades sem avisar, limitar garantias e, o pior, transferir para você a responsabilidade por resultados ruins ou conteúdos que a IA gerar.
E aí, quem responde quando a IA dá uma mancada?
A responsabilidade tem que andar junto com o controle. Se o fornecedor manda na tecnologia, não dá pra ele simplesmente lavar as mãos se a IA gerar um conteúdo problemático ou uma análise furada. A governança da IA começa no contrato, definindo quem usa os dados, quem controla os resultados e quem assume as consequências. Sem essa preparação, a negociação já começa perdida. 📉

