IA: Adoção em alta, retorno em baixa. Cadê o dinheiro?
Destaques
- •Apenas 6% das empresas atribuem mais de 5% do EBIT à adoção de IA.
- •O desafio não é adotar IA, mas provar seu impacto financeiro mensurável.
- •O ROT (Return on Time) é um sintoma da dificuldade em medir o ROI real da IA.
Quase 90% das empresas já usam Inteligência Artificial (IA) no dia a dia, mas a maioria não consegue comprovar o retorno financeiro. Segundo relatórios da McKinsey e do MIT, apenas cerca de 5% a 6% das organizações conseguem atribuir um impacto financeiro significativo, como mais de 5% do EBIT, ao uso da tecnologia.
O problema não é a tecnologia em si, mas a forma como ela é implementada e, principalmente, como seu retorno é medido. Muitas empresas focam em métricas de produtividade, como o ROT (Return on Time), que mede o tempo economizado, em vez de métricas de resultado financeiro, como o ROI.
A dificuldade em provar o ROI da IA é organizacional. Sem o redesenho de fluxos de trabalho e a definição clara de métricas de negócio antes da implementação, a IA acaba acelerando etapas isoladas de processos antigos, empurrando o gargalo para frente e sem gerar impacto real no resultado final.
Para realmente comprovar o valor da IA, as empresas precisam tratá-la como parte da arquitetura de dados e processos, redesenhando fluxos e definindo métricas de negócio claras desde o início. Sem isso, o ganho de velocidade se perde na rotina, e a discussão sobre investimento continua travada. 📈



