Hospital das Clínicas: Testar planos de cibersegurança é mais crucial que tê-los
Destaques
- •Importância de testar planos de contingência cibernética, não apenas tê-los.
- •Continuidade operacional na saúde é responsabilidade da alta gestão, não só da TI.
- •Desafios culturais e de maturidade digital dificultam interoperabilidade e avanço da IA na saúde brasileira.
A chave para se recuperar de um ciberataque não está só em ter um plano de contingência, mas em testá-lo com frequência. Essa foi a lição de Ademir Henri, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP), no Fórum Saúde Digital 2026.
Muitas instituições têm os planos, backups e ambientes redundantes, mas falham em verificar se tudo funciona na prática. Henri defende que a continuidade operacional, e o tempo de recuperação de sistemas, deve ser conhecida por toda a alta gestão, não apenas pela TI.
Ainda no debate, o executivo apontou que a interoperabilidade entre sistemas de saúde esbarra em barreiras culturais, como o apego aos dados. Além disso, a heterogeneidade digital do Brasil, com grandes centros avançados e regiões ainda dependentes de papel, dificulta a padronização nacional.
Sobre IA na saúde, Henri comparou a governança da tecnologia à da dados, ressaltando que a inovação avança mais rápido que a regulamentação. Ele concluiu que tecnologia, processos e conscientização são essenciais para a continuidade hospitalar frente às ameaças cibernéticas.

