Hidrovias na Amazônia: Governo recua, mas estudos continuam e setor se preocupa

Destaques
- •Governo federal revoga decreto de concessão de hidrovias na Amazônia após protestos indígenas.
- •Estudos para concessão de hidrovias do Tapajós, Madeira e Tocantins permanecem em andamento.
- •Setor de infraestrutura vê com apreensão o recuo do governo e defende o modal hidroviário como alternativa sustentável ao transporte rodoviário.
O governo federal deu um passo atrás e suspendeu o decreto que previa estudos para a concessão de hidrovias na Amazônia, como Tapajós, Madeira e Tocantins. A decisão veio após intensos protestos de indígenas e ambientalistas, que chegaram a ocupar instalações da Cargill.
Apesar da revogação, o ministro Silvio Costa Filho afirmou que os estudos para a concessão permanecem, com ampliação do diálogo com a sociedade e movimentos sociais. O objetivo é avançar na agenda hidroviária do Brasil sem prejudicar o desenvolvimento.
O setor de infraestrutura, representado pela MoveInfra, manifestou preocupação com o recuo, destacando a importância do modal hidroviário para a descarbonização e eficiência logística do país, argumentando que o programa visa conceder serviços e não os rios em si.


