Hidrovias: Lula cede a indígenas e acende alerta na infraestrutura

Destaques
- •Governo Lula recua e revoga decreto de concessões de hidrovias após protestos indígenas.
- •Setor de infraestrutura teme que o episódio crie precedente para grandes obras como a Ferrogrão.
- •Cargill relata abandono pelo governo e ativos ainda ocupados.
O Presidente Lula deu um passo atrás e revogou um decreto que abria caminho para concessões de hidrovias, como as dos rios Tapajós, Tocantins e Madeira. A decisão veio após fortes protestos de movimentos indígenas no Pará e pressão de aliados.
Para o setor de infraestrutura, o recuo é um sinal preocupante.
O CEO da MoveInfra, Ronei Glanzmann, alertou que isso pode criar um precedente perigoso, dificultando futuros leilões de projetos essenciais como a Ferrogrão e a Fico-Fiol. Ele compara a situação a uma "primeira batalha da guerra" perdida, que pode encorajar mais paralisações.
Enquanto isso, a Cargill se diz abandonada pelo governo, com seus ativos em Santarém (PA) ainda ocupados, mesmo após a revogação do decreto. A empresa buscava apenas o cumprimento da desocupação.
A revogação do decreto, que incluía mais de 3 mil quilômetros de hidrovias no Programa Nacional de Desestatização (PND), levanta dúvidas sobre o avanço da infraestrutura logística no país, crucial para o agronegócio e para a redução de emissões de carbono. 📉




