Hidrovias do Brasil: Gargalo em Miritituba freia safra de soja em 2026
Destaques
- •Hidrovias do Brasil, controlada pela Ultrapar, enfrenta dificuldades no escoamento da safra de soja pelo Arco Norte.
- •A estação de transbordo de Miritituba, no Pará, está sobrecarregada devido ao alto fluxo de caminhões, chuvas e obras.
- •O problema impacta volumes, tarifas e margens, com o primeiro trimestre sendo crucial para a operação.
- •A empresa adota medidas emergenciais e prevê um ano de transição até a conclusão das obras no final de 2026.
O início de 2026 não está sendo fácil para a Hidrovias do Brasil, mesmo com a safra de soja a todo vapor pelo Arco Norte. A recepção de cargas na importante estação de transbordo de Miritituba, no Pará, anda engasgada.
O gargalo tem nome: excesso de caminhões, chuvas e obras na estrada de acesso. Tudo isso dificulta o fluxo que deveria levar os grãos do Mato Grosso para as barcaças rumo aos portos do Norte.
Isso é crítico porque Miritituba é o coração do corredor Norte, responsável por quase 60% do lucro operacional da companhia em 2025. Atrasos aqui afetam diretamente os resultados.
A administração, liderada pelo CEO Décio Amaral, já admitiu que os resultados do primeiro trimestre estão abaixo do ano passado. A empresa está correndo com medidas paliativas, como asfaltamento provisório e agendamento, mas classificou 2026 como um ano de transição.
Vale lembrar que 2025 foi um ano de forte recuperação para a Hidrovias do Brasil, com Ebitda ajustado de R$ 1,1 bilhão (+95% na comparação anual). Mas o lucro líquido ainda veio negativo em R$ 141 milhões, impactado por itens não recorrentes.
Ainda assim, a disputa comercial com o corredor Sul (que inclui o Porto de Santos) se acirra com esse cenário. 📉




