Heineken desafia queda de consumo com preço e premiumização

Destaques
- •Volumes de cerveja da Heineken caem globalmente e no Brasil no 1º trimestre.
- •Receita cresce graças a aumentos de preços e mix mais premium.
- •CEO Dolf van den Brink deixa o comando em maio, aumentando a incerteza.
A Heineken, gigante holandesa por trás de marcas como Amstel e Eisenbahn, viu seus volumes de cerveja caírem novamente no primeiro trimestre. A retração global de 0,8% veio um pouco pior que o esperado e reflete a demanda fraca em mercados cruciais, incluindo o nosso Brasil.
Mas calma, nem tudo são más notícias. A companhia conseguiu aumentar a receita líquida para US$ 7,84 bilhões, impulsionada principalmente por aumentos de preços e uma aposta forte em produtos mais caros (o tal do mix premium).
Aqui no Brasil, a história se repete: volume em queda (um dígito baixo), mas receita crescendo (um dígito médio) graças a um aumento de preço de um dígito alto. Marcas como Amstel e Sol até subiram, e a linha 0.0 avançou forte, mostrando que a estratégia de diversificação está funcionando.
Apesar dos esforços, o cenário global é de inflação persistente e incertezas geopolíticas, o que deixa o CEO Dolf van den Brink preocupado com o sentimento do consumidor. Ele deixará o cargo em maio, e o mercado já sente a apreensão.
A Heineken ainda mantém a meta de crescimento do lucro operacional entre 2% e 6% para o ano, mas o caminho para isso envolve cortes de empregos e busca por eficiência. 📉




