H&M: CEO pede paciência para reviver gigante sueco após década de tropeços

Destaques
- •CEO da H&M, Daniel Ervér, busca estabilizar a empresa após anos de queda nas vendas e lucros.
- •Ações para reduzir estoque e otimizar operações trazem melhora de margens, mas crescimento de vendas ainda é um desafio.
- •Investidores questionam a relevância da marca para o público jovem em meio à concorrência acirrada.
A H&M está em uma corrida contra o tempo para reviver seus dias de glória. O novo CEO, Daniel Ervér, assumiu o leme em 2024 com a difícil missão de tirar a gigante sueca de um dos maiores acúmulos de estoque do varejo moderno e reconquistar a confiança dos investidores.
Há quase uma década, a empresa perdeu cerca de metade de seu valor de mercado, enfrentando a concorrência ferrenha de rivais como Zara e Shein. Ervér aposta em uma reformulação ambiciosa: redução de camadas hierárquicas, simplificação de fornecedores e foco em acelerar decisões para diminuir o tempo de resposta ao mercado.
Apesar de as margens operacionais e lucros terem apresentado melhora, o crescimento sustentado das vendas ainda não se materializou. A grande questão é se a H&M conseguirá se adaptar rapidamente às mudanças do mercado e reconquistar seu público principal, as mulheres de 15 a 30 anos.
Com a família Persson controlando a maior parte das ações, há especulações sobre um possível fechamento de capital. A verdade é que, após uma década de tropeços, a empresa se estabilizou, mas a próxima fase dirá se ela voltará a crescer ou ficará presa entre os extremos do mercado. 📉




