Guerra no Oriente Médio: Selic pode ter corte menor que o esperado?

Destaques
- •Escalada do conflito no Oriente Médio eleva a volatilidade do preço do petróleo.
- •Mercado teme que o aumento do petróleo e a incerteza global atrasem o corte de juros no Brasil.
- •Analistas divergem sobre o impacto real na inflação e na decisão do Copom.
A escalada da tensão no Oriente Médio está de volta no radar do mercado financeiro brasileiro, trazendo uma pulga atrás da orelha sobre a trajetória dos juros. O principal receio é que o preço do petróleo, com potencial para disparar, acabe por atrasar o ciclo de cortes da Selic, mantendo-a em um patamar mais alto.
Analistas ouvidos pela CNN Money apontam que o cenário ainda é de muita incerteza, dependendo de como as hostilidades vão se desenrolar. O impacto do conflito na cotação do petróleo é o ponto nevrálgico, com o temor de um efeito cascata nos preços dos combustíveis e, consequentemente, na inflação.
Ainda assim, há quem defenda que o Banco Central não deve agir por impulso. Choques geopolíticos são voláteis, e o Copom tende a esperar por sinais mais duradouros de contaminação no câmbio e nas expectativas de inflação, e não apenas movimentos pontuais no preço do barril. A produção interna robusta, especialmente do pré-sal, também pode atuar como um amortecedor para a economia nacional. 💰




