Guerra no Oriente Médio: Milho brasileiro segue em frente, mas Abramilho observa de perto

Destaques
- •Irã, principal comprador de milho do Brasil, está envolvido em conflito no Oriente Médio.
- •Abramilho avalia que o Brasil tem mercado diversificado e não deve ter dificuldades para exportar o grão.
- •Apesar da importância do Irã, a entidade foca no abastecimento interno e na próxima safra.
A guerra no Oriente Médio acendeu um alerta na Abramilho, já que o Irã, principal parceiro comercial do Brasil para o milho, está no centro do conflito.
No ano passado, o Irã importou 9,08 milhões de toneladas de milho brasileiro, o que representa cerca de 20% de toda a exportação nacional. Para eles, o Brasil é crucial, fornecendo 80% do milho que importam.
Apesar da preocupação, a associação garante que o mercado brasileiro é forte e diversificado.
"Não acreditamos em recuo de preços porque o milho nacional tem mais de 100 destinos", afirma Paulo Bertolini, presidente da Abramilho. A prioridade agora é o abastecimento interno, que consome mais do que a primeira safra produz, e a expectativa é de que as exportações se intensifiquem após a colheita da segunda safra em maio. Por isso, o impacto no curto prazo é mínimo, mas o cenário futuro será monitorado de perto. 📉




